Colocar um número de WhatsApp no Instagram é tratamento de dado pessoal. IA que lê a conversa é o mesmo tratamento — com mais gente (e mais máquina) vendo o conteúdo. LGPD não pede pânico; pede papel, finalidade e um jeito de o titular pedir para parar.
A Lei Geral de Proteção de Dados não proíbe atender pelo WhatsApp. Ela pede que você saiba por que coleta, o que faz com o histórico, com quem compartilha e por quanto tempo guarda. “Todo mundo no meu setor faz isso” não é base legal. “O cliente mandou mensagem” também não autoriza, sozinho, uma newsletter semanal para sempre.
No modelo clássico B2B da LiaChat, o cliente da plataforma (a clínica, a loja, o restaurante) é o controlador dos dados dos usuários finais que falam no WhatsApp. A LiaChat atua como operadora, segundo as instruções e os contratos. Para os dados da própria conta (cadastro, faturamento), a LiaChat é controladora. Essa divisão está nos Termos e na Política de Privacidade — leia os documentos, não só este artigo.
IA aumenta a superfície: o modelo processa o texto para responder. Isso não vira, na LiaChat, treino de LLM de propósito geral com a agenda ou o chat do seu cliente — a política de privacidade é explícita sobretudo para dados obtidos via APIs Google. Ainda assim, o controlador precisa informar o titular de forma compreensível: “usamos ferramenta de atendimento com IA”. Frase escondida no rodapé em cinza claro não é transparência.